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  Previna-se contra o desenvolvimento da resistência insulínica



O que é resistência insulínica?

A resistência insulínica consiste na dificuldade da insulina (hormônio produzido pelo pâncreas) em exercer a sua ação - favorecer a entrada de glicose (açúcar) para dentro da célula.

Por que a insulina não consegue exercer a sua ação?

Em consequência de um defeito da "sinalização" intracelular, ou seja, a insulina liga-se normalmente ao receptor presente na membrana da célula, mas, por um problema de "sinalização" dentro desta membrana, o comando dado pela insulina não pode ser executado.

Quais as consequências da resistência insulínica?

A consequência imediata é a hiperinsulinemia (aumento da insulina), já que o pâncreas aumenta a sua produção de insulina na tentativa de vencer a dificuldade em exercer a sua ação. Com o tempo, o pâncreas "sobrecarregado" pode acabar por esgotar a sua capacidade de produção de insulina e desenvolve-se o diabetes mellitus tipo 2, principal entidade relacionada com a resistência insulínica. Hoje, sabe-se, entretanto, que a importância da resistência insulinica vai muito além do diabetes, já que ela está diretamente relacionada com o desenvolvimento de outras patologias como a hipertensão, a dislipidemia (aumento do colesterol), alterações na coagulação (favorecendo a hipercoagulabilidade) e a inflamação sistêmica, patologias estas que, por sua vez, acabam por resultar em maior predisposição para a aterosclerose. A resistência insulínica consiste, portanto, em importante fator de risco independente para doença cardiovascular, sobretudo doença coronariana.

Quem está mais predisposto a ter resistência insulínica?

A resistência insulínica está associada a fatores genéticos e ambientais. O indivíduo nasce com a predisposição para desenvolver resistência insulínica e acaba por desenvolvê-la quando entra em contato com um ambiente desfavorável (alimentação inadequada, pouca atividade física e estresse) que, por sua vez, favorece o desenvolvimento da obesidade, em especial da obesidade abdominal. A obesidade abdominal parece ser o principal mecanismo "indutor" da resistência insulínica. Esta associação entre obesidade abdominal e resistência insulínica recebe atualmente a terminologia de "síndrome metabólica".

Qual a prevalência da resistência insulínica?

Estima-se que de 20 a 25% da população adulta tenha resistência insulínica, sendo que a sua frequência aumenta com o envelhecimento, atingindo até 60% da população acima de 50 anos.

Como saber se tenho resistência insulínica?

A medida da circunferência abdominal acima de 102cm, no sexo masculino, e acima de 88cm, no sexo feminino, consiste em dado clínico simples e altamente sugestivo de resistência insulínica. A avaliação laboratorial faz-se necessária, entretanto, para confirmar a suspeita clínica.

Como se faz o diagnóstico da resistência insulínica?

Existem várias formas para diagnosticar a resistência insulínica: determinação da insulina de jejum; relação entre a glicose e insulina de jejum; curva glico-insulinêmica; e o “Homeostasis Model Assessment” (HOMA-IR), que consiste em cálculo simples baseado na glicose e insulina de jejum (glicose x insulina /405). Estudos têm mostrado que este último consiste, na prática clínica, no melhor marcador atual para resistência insulínica.

Qual o valor de referência do HOMA-IR?

Na realidade, não existe valor de referência universal para o HOMA-IR, já que há grande variação dos valores de acordo com a etnia, índice de massa corporal (IMC), presença de anticorpo anti-insulina, uso de medicamentos e condições fisiológicas como puberdade, gestação, puerpério e envelhecimento. Existem também grandes variações do HOMA-IR de acordo com o kit utilizado para fazer a determinação da insulina. Idealmente o valor de referência do HOMA-IR deve ser, portanto, individualizado de acordo com a população em estudo e de acordo com o kit utilizado.

É importante lembrar que o HOMA-IR é apenas um exame complementar, ou seja, somente o seu médico assistente, que conhece a sua história clínica e o seu exame físico,  está capacitado a interpretar os resultados encontrados.

Posso prevenir a resistência insulínica?

Sim. A melhor forma de prevenção é consultar o seu médico regularmente e manter um estilo de vida saudável, fazendo atividades físicas regularmente, mantendo uma dieta equilibrada, evitando o estresse e mantendo o peso dentro dos níveis desejáveis.

A resistência insulínica tem tratamento?

Sim. A melhor pessoa para orienta-lo nesse sentido é o seu médico assistente, mas, de uma forma geral, as medidas indicadas na prevenção da resistência insulínica são indicadas também no tratamento. Em alguns casos, está indicado o tratamento medicamentoso.